O que é o Agrifood Disruptor
O Agrifood Disruptor é um programa de aceleração online promovido pela BGI (Building Global Innovators) em parceria com a EIT Food e um conjunto de parceiros estratégicos. Está desenhado para ajudar investigadores e empreendedores a transformar inovações agroalimentares em soluções com aplicação real no mercado, com foco em sustentabilidade e impacto e na ponte entre a investigação e a comercialização.
O programa é totalmente gratuito, financiado pela EIT Food e pela BGI Sustainable Ventures, além de equity-free: não toma participação nas equipas que acelera nem exige direitos sobre a propriedade intelectual, que permanece integralmente dos participantes. É uma porta de entrada de baixo risco para quem está a converter conhecimento em produto.
Necessidades que este instrumento resolve
O Agrifood Disruptor não é um instrumento de financiamento direto. É um catalisador de capacidade e de rede para projetos agroalimentares em fase inicial, posicionados entre a prova de conceito e a entrada no mercado.
- Arranque e validação: o programa apoia inovadores e startups em níveis de maturidade tecnológica TRL 3 a 6, ou seja, com tecnologia validada em laboratório mas ainda longe da comercialização plena. As fases de bootcamp, descoberta de mercado e pitch estruturam precisamente essa transição crítica.
- I&D e ciência: dirige-se a investigadores juniores e seniores em agroalimentar e a empreendedores com base científica, em áreas como bioinputs, fermentação, valorização de subprodutos, economia circular e agricultura digital ou assente em IA.
As fases ao longo de quatro meses
O programa decorre integralmente online e organiza-se em fases sequenciais, da formação intensiva à validação de mercado e à apresentação final:
- Bootcamp online (julho): quatro sessões de meio dia com desenvolvimento de competências empreendedoras e de pitch.
- Descoberta de mercado (agosto a setembro): validação da proposta de valor com mentoria especializada e ligação a stakeholders da indústria.
- Pitch final (outubro): apresentação dos projetos, com visibilidade adicional no Agrifood Open Day em novembro.
Os participantes ganham acesso ao ecossistema da EIT Food, a mentoria de peritos e a ligações com a indústria. As melhores equipas têm ainda acompanhamento de seguimento através das instalações de I&D AmpliAqua.
Perfil do candidato
O programa dirige-se a investigadores e empreendedores em fase inicial com tecnologias agroalimentares, em níveis de maturidade TRL 3 a 6. Os candidatos devem estar sediados na Europa ou em países associados. O programa dá prioridade a projetos sediados em Portugal e a participantes de nacionalidade portuguesa.
As áreas de foco preferenciais incluem bioinputs (bioestimulantes e biofertilizantes), tecnologias de fermentação, valorização de subprodutos, soluções de economia circular e agricultura digital ou assente em inteligência artificial.
O que recomendamos
Para uma equipa agroalimentar em fase de validação, o Agrifood Disruptor combina três fatores difíceis de obter em simultâneo: é gratuito, não dilui capital nem propriedade intelectual e dá acesso à rede europeia da EIT Food. O custo de oportunidade resume-se ao tempo da equipa. O retorno potencial em validação de mercado e contactos é elevado.
O programa não substitui financiamento. Não oferece capital direto e o seu valor está no aumento de preparação para captar investimento e na ligação a clientes e parceiros industriais. O perfil que mais beneficia é o de um projeto com base científica sólida e produto já validado em laboratório, ainda à procura de tração de mercado. Para esses, a prioridade dada a candidaturas portuguesas torna esta uma oportunidade particularmente alinhada com o ecossistema nacional de inovação agroalimentar.
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