Este instrumento encontra-se encerrado. As candidaturas já não estao abertas.
O instrumento

Reconhecer quem constrói ciência onde ela mais falta

O Outstanding Female Scientist Prize é um dos prémios EDCTP 2026-2027, financiados ao abrigo do Horizonte Europa no quadro do programa Global Health EDCTP3, a parceria europeia dedicada à investigação clínica de doenças infecciosas com foco na África subsariana. Trata-se de um prémio de reconhecimento, atribuído por mérito a trabalho já realizado, não um apoio a despesas futuras. O valor é de 20 000 euros.

A distinção destina-se a cientistas mulheres, novas ou já estabelecidas, que tenham dado um contributo científico significativo no âmbito do programa e, sobretudo, que tenham construído capacidade de investigação duradoura através da formação e mentoria da próxima geração de investigadores em África. O prémio valoriza tanto a excelência científica como o impacto na criação de talento local.

A lógica é distinta da de um subsídio. Não há projeto a executar nem orçamento a justificar: o prémio premeia uma trajetória. Os vencedores serão distinguidos no EDCTP Forum 2027, em Espanha, entre 5 e 9 de abril de 2027.

Para que serve

Necessidades que este instrumento resolve

Este instrumento opera num registo de reconhecimento, não de financiamento de operação. As necessidades que cobre refletem essa natureza.

  • Prémios e visibilidade: a distinção confere reconhecimento institucional europeu a uma investigadora e ao seu trabalho, com cerimónia pública no EDCTP Forum e divulgação associada. É um selo de credibilidade que reforça o posicionamento da cientista e da sua instituição.
  • I&D e ciência: o critério decisivo é a contribuição científica e a construção de capacidade de investigação em saúde global, premiando quem forma e orienta novos investigadores na África subsariana dentro do âmbito do programa EDCTP3.
Quem se pode candidatar

Elegibilidade e critérios

A candidatura é individual e apresentada pela própria candidata. Para ser elegível, é preciso ser pessoa singular, identificar-se como mulher e residir num país da África subsariana membro da EDCTP Association, num Estado-Membro da UE ou num país associado ao Horizonte Europa. A candidatura inclui uma carta de apoio de um cientista reputado e o currículo da candidata, num documento técnico até 45 páginas.

Critérios de avaliação
A avaliação, por painel independente de peritos, distribui-se por 100 pontos: 50 para a contribuição e excelência científica no âmbito do programa Global Health EDCTP3 e 50 para o impacto medido pela construção de capacidade de investigação através de formação e mentoria. Quem já recebeu um prémio EDCTP na mesma categoria não pode voltar a recebê-lo.
20k€
Valor do prémio
100
Pontos de avaliação
45
Páginas máximas
Para que perfil

Relevância no contexto português

Este não é um instrumento de financiamento empresarial. A sua relevância para o ecossistema português situa-se no plano académico e da saúde global. Investigadoras estabelecidas em Portugal, enquanto país da UE, que desenvolvam trabalho de saúde global ligado à África subsariana no âmbito do EDCTP3, podem ser elegíveis. Existem em Portugal grupos com tradição em medicina tropical e doenças infecciosas que se enquadram nesta área.

Para universidades, centros de investigação e hospitais com atividade nesta linha, o prémio é uma oportunidade de dar visibilidade europeia ao trabalho das suas investigadoras e de reforçar a ligação às redes de saúde global.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

Os prémios de reconhecimento são frequentemente subvalorizados porque não trazem orçamento de projeto. O seu retorno é reputacional. Esse retorno é real: uma distinção europeia abre portas a colaborações, a convites e a financiamento futuro com muito menos esforço do que uma candidatura competitiva equivalente. O erro comum é tratar a candidatura como uma formalidade burocrática em vez de uma narrativa de impacto.

A quem se enquadre, recomendamos que construa a candidatura em torno de evidência concreta de mentoria e de construção de capacidade, com indicadores tangíveis sobre os investigadores formados e os resultados gerados. A carta de apoio deve ser de alguém com peso na área. É a qualidade dessa narrativa, não a extensão, que distingue uma candidatura premiada.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]