Contexto

O que e o Cluster 3 do Horizonte Europa

O Cluster 3 do Horizonte Europa, designado "Civil Security for Society" e o principal instrumento de financiamento europeu dedicado a investigação e inovação em seguranca civil. O seu foco cobre um espectro amplo: da prevencao e resposta ao crime e terrorismo, ate a gestão de fronteiras, proteção de infraestruturas criticas e resiliencia da sociedade europeia face a catastrofes.

A edicao de 2025, com o identificador HORIZON-CL3-2025-01, abriu candidaturas em 12 de junho de 2025 e foi acompanhada de um Info Day presencial e online nos dias 11 e 12 de junho em Bruxelas. A agencia responsavel pela gestão e a REA (Research Executive Agency).

Areas Temáticas

Cinco dominios de intervencao

A call HORIZON-CL3-2025-01 organiza-se em cinco grandes areas temáticas, cada uma com topicos especificos:

Dominio Foco principal
Proteção contra Crime e Terrorismo Ferramentas e tecnologias para prevencao e resposta transfronteirica ao crime organizado e ameacas terroristas
Gestão de Fronteiras Externas Inovação para seguranca e gestão eficaz das fronteiras europeias
Infraestruturas Resilientes Proteção de infraestruturas criticas (energia, água, transportes, digital) contra ameacas fisicas e ciberneticas
Sociedade Resiliente a Catastrofes Tecnologias para prevencao e resposta a eventos climaticos extremos e geologicos; robotica autonoma para emergencias
Investigação e Inovação em Seguranca (SSRI) Atividades de coordenacao e suporte ao ecossistema europeu de investigação em seguranca
Elegibilidade

Quem pode candidatar-se

A elegibilidade segue as regras gerais do Horizonte Europa. Podem candidatar-se entidades estabelecidas em Estados-Membros da UE e em Paises Associados ao Horizonte Europa - Portugal esta incluido em pleno como Estado-Membro.

  • Universidades e centros de investigação: a tipologia mais comum nos consorcio do Cluster 3
  • Empresas tecnologicas (incluindo PME): especialmente no desenvolvimento de ferramentas, sensores, sistemas de comunicação critica e solucoes de ciberseguranca
  • Autoridades públicas e forcas de seguranca: policia, proteção civil, guardas fronteiricos, em papel de utilizador final nos projetos
  • Organizações internacionais e agencias europeias: como parceiros de coordenacao ou validacao

A maioria dos topicos exige consorcio transnacional com pelo menos tres entidades independentes de tres paises diferentes elegíveis. Alguns topicos de coordenacao (SSRI) podem ter requisitos mais flexiveis.

Perfil tipico de consorcio bem-sucedido
Os projetos do Cluster 3 com maior taxa de sucesso historicamente combinam uma universidade ou laboratorio de investigação lider, duas ou tres PME tecnologicas com produto demonstravel e pelo menos uma entidade pública utilizadora final (policia, proteção civil ou agencia de fronteiras). Esta composicao cobre os criterios de excelencia, impacto e implementação que os avaliadores mais valorizam.
Contexto Europeu

O Cluster 3 no ecossistema europeu de seguranca

A seguranca civil ocupa um lugar crescente na agenda de investimento europeia. O Horizonte Europa dedica ao Cluster 3 uma fatia significativa do seu orcamento global, refletindo a prioridade politica dada ao reforco das capacidades de seguranca interna da UE, num contexto marcado por ameacas hibridas, crescimento do cibercrime e pressao sobre as fronteiras externas.

Portugal tem uma posicao geografica e historica que confere relevancia particular em temas como a gestão de fronteiras maritimas, a proteção civil face a incendios e sismos e a seguranca em infraestruturas portuarias e aeroportuarias. Estas especificidades podem ser convertidas em vantagem competitiva nas candidaturas do Cluster 3, seja como lider do consorcio, seja como parceiro especializado que traz um caso de uso real e diferenciador.

5
Dominios tematicos
3+
Entidades minimas por consorcio
2025
Edicao da call
Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

O Cluster 3 e frequentemente subvalorizado por PME portuguesas que nao se identificam imediatamente com o tema "seguranca". No entanto, muitos topicos abrem oportunidades para empresas de software, ciberseguranca, drones, robotica, sensores IoT, comunicacoes criticas e sistemas de análise de dados - setores onde Portugal tem massa critica crescente.

O ponto critico neste tipo de candidatura e a composicao do consorcio: uma PME tecnologica portuguesa com boa tecnologia, mas sem parceiros públicos utilizadores e sem peso científico no consorcio, raramente passa a fase de avaliação. A nossa recomendacao e comecar pelo mapeamento de parceiros europeus antes de decidir o topico - o inverso da ordem em que muitos promotores abordam estas candidaturas.

Para a edicao de 2025, as candidaturas encerraram. A proxima edicao anual do Cluster 3 devera ser publicada em meados de 2026. O planeamento antecipado, incluindo a participacao em eventos de matchmaking europeus e determinante para entrar num consorcio competitivo.

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