Contexto

Horizon Europe Cluster 5: Clima, Energia e Mobilidade

O Cluster 5 do Horizon Europe agrupa a investigação europeia nas areas de clima, energia e mobilidade. A call HORIZON-CL5-2026-08-Two-Stage corresponde ao topico D1-06 da Destinacao 1 (Climate Science and Responses for the Transformation towards Climate Neutrality), com o foco especifico em "Closing knowledge gaps on Earth system science in support of global and regional assessments and climate policy".

O formato two-stage foi aplicado a este topico pela sua complexidade e pelos orcamentos envolvidos. O primeiro estadio (pre-proposta) encerrou em 15 de abril de 2026. O segundo estadio, com prazo em 8 de outubro de 2026, esta aberto exclusivamente aos consorcios que receberam convite formal apos avaliação positiva da pre-proposta.

Atencao - formato two-stage
O 1o estadio desta call encerrou em 15 de abril de 2026. O 2o estadio (proposta completa), com prazo em 8 de outubro de 2026, esta aberto apenas para consorcios com convite formal emitido pela Comissão Europeia. Novas candidaturas nao sao aceites nesta janela. Para quem nao entrou no 1o estadio, monitorizar CL5-2026-08 de fase única ou CL5-2027-08.
Foco Científico

O que financia este topico

O topico D1-06 foca-se em preencher lacunas no conhecimento científico sobre o sistema terrestre (Earth System Science) que limitam a capacidade de fazer avaliações climáticas regionais e globais com o rigor necessario para suportar politicas públicas. O enquadramento e claro: os modelos climaticos atuais tem incertezas que precisam ser reduzidas para que os decisores politicos possam agir com maior confianca.

As areas de investigação incluem:

  • Processos do sistema terrestre pouco representados nos modelos: interacoes entre oceano, atmosfera, criosfera e biosfera que introduzem incerteza nos cenarios de aquecimento global.
  • Escala regional e pontos de inflexao: projecoes climáticas a escala sub-continental, com enfase em tipping points (como degelo do permafrost, colapso de correntes oceanicas) e os seus limiares criticos.
  • Ciclos biogeoquimicos: ciclo do carbono, azoto e outros elementos com impacto nos feedbacks climaticos e na modelacao futura.
  • Ligacao ciencia-politica: metodologias para traduzir incerteza científica em inputs uteis para processos como o IPCC e os planos nacionais de adaptação climática.
5-9M EUR
Por projeto
7
Projetos esperados
100%
Cofinanciamento RIA
8/10
Prazo 2o estadio 2026
Elegibilidade e Consorcios

Quem participa e como se organizam os consorcios

Este topico e uma Research and Innovation Action (RIA), com cofinanciamento a 100% para todas as entidades participantes. Os consorcios seguem os requisitos standard do Horizon Europe: mínimo de tres entidades de tres paises diferentes (EM UE ou paises associados).

A composicao tipica dos consorcios neste topico e dominada por centros de investigação climática, institutos oceanograficos, universidades com departamentos de ciencias da terra e atmosfericas e agencias meteorologicas nacionais. A participacao de utilizadores dos resultados cientificos (como agencias de adaptação climática ou autarquias) e valorizada mas nao obrigatoria.

Portugal tem presenca reconhecida em investigação climática e oceanografica atraves do Instituto Portugues do Mar e da Atmosfera (IPMA), do CIIMAR, do CCMAR e de grupos de investigação em climatologia nas universidades de Lisboa e Aveiro. Estas entidades sao candidatos naturais a participantes em projetos deste topico.

Ligacao ao IPCC e Politica Climática

O impacto científico esperado vai alem da publicacao

O que distingue este topico de investigação climática generica e o enfase explicito na utilidade dos resultados para os processos de avaliação climática global e regional. A Comissão Europeia quer financiar ciencia que informe o proximo ciclo de avaliações do IPCC (AR7), os planos nacionais de adaptação climática e as metas revistas no ambito do Acordo de Paris.

Isto tem implicacoes práticas para as propostas: os consorcios devem demonstrar como os resultados da investigação chegam aos processos de avaliação científica e de politica climática, nao apenas ao circuito academico. A participacao de representantes de agencias climáticas nacionais ou de grupos de trabalho do IPCC no consorcio e um sinal positivo forte para os avaliadores.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

Para consorcios convidados que estao na fase de proposta completa, o foco critico deve ser a demonstracao de impacto para alem da publicacao científica: como os resultados informam processos de politica climática concretos, com que mecanismo e com que linha de tempo. Este e frequentemente o elemento subdesenvolvido nas propostas de investigação fundamental.

Para entidades portuguesas que nao entraram no 1o estadio desta call, o momento certo sera a proxima janela de calls CL5 focadas em ciencia climática. As capacidades nacionais em oceanografia, climatologia da peninsula iberica e ciencia da atmosfera sao ativos relevantes para este tipo de call - o trabalho e construir consorcio com antecedencia suficiente para o proximo ciclo.

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