A Missão

Tornar pelo menos 150 regiões europeias resilientes às alterações climáticas até 2030

A Missão de Adaptação às Alterações Climáticas é uma das cinco missões do Horizonte Europa, criadas para responder a desafios societais que exigem esforço coordenado à escala europeia. O seu objetivo central é apoiar regiões, cidades e comunidades a tornarem-se mais resilientes face aos impactos crescentes das alterações climáticas: ondas de calor, cheias, secas, tempestades costeiras e outros eventos extremos que afetam crescentemente o território europeu.

A edição de 2025 desta Missão, referenciada como HORIZON-MISS-2025-01-CLIMA, mobilizou €113,6 milhões distribuídos por seis tópicos de candidatura. As candidaturas encerraram a 29 de outubro de 2025. O programa foi aberto a 6 de maio de 2025 e conta com a gestão da CINEA - a Agência Executiva Europeia para o Clima, as Infraestruturas e o Ambiente.

€113M
Dotação total
6
Tópicos de concurso
150
Regiões meta em 2030
2030
Horizonte temporal
Os 6 tópicos

Áreas financiadas na edição 2025

A chamada HORIZON-MISS-2025-01-CLIMA cobriu seis tópicos distintos, todos orientados para a implementação de soluções de adaptação climática em territórios concretos. Os principais focos temáticos incluem:

  • Avaliação de riscos climáticos e planos de ação regionais: Apoio a regiões e autoridades locais na avaliação dos riscos climáticos específicos do seu território e na elaboração de planos de ação robustos rumo à resiliência climática.
  • Soluções inovadoras contra o calor extremo: Teste e demonstração de soluções inovadoras para melhorar a resiliência a ondas de calor, com foco em contextos urbanos e comunidades vulneráveis.
  • Incentivos ao setor privado na adaptação climática: Investigação sobre os mecanismos de incentivo que levam empresas e investidores a integrar a adaptação climática nas suas decisões.
  • Implementação regional e local: Tópicos adicionais com foco na implementação territorial de soluções de adaptação, envolvimento de comunidades e transferência de conhecimento entre regiões.
Elegibilidade

Para quem é este instrumento

A Missão de Adaptação Climática tem um perfil de beneficiário primariamente institucional e territorial. As entidades mais relevantes incluem:

  • Regiões e municípios: Autoridades regionais e locais com competências em planeamento territorial, gestão de riscos e proteção civil. São o alvo principal para os tópicos de planos de ação e resiliência territorial.
  • Universidades e centros de investigação: Para tópicos com componente científica forte, como o estudo de incentivos ao setor privado ou o desenvolvimento de soluções inovadoras para o calor extremo.
  • Empresas tecnológicas e de engenharia: Em consórcio com entidades públicas, para demonstração de soluções de adaptação em contextos reais.
  • ONGs e organizações de cidadãos: Para componentes de envolvimento de comunidades e implementação de abordagens participativas na adaptação climática.

Todas as entidades devem estar estabelecidas em Estados-membros da UE ou países associados ao Horizonte Europa. Portugal é elegível sem restrições.

Relevância para Portugal
Portugal é um dos países europeus mais expostos aos impactos das alterações climáticas: secas no interior, incêndios florestais, erosão costeira, cheias urbanas e stresse hídrico crescente. A Missão de Adaptação é diretamente relevante para municípios do interior e do litoral alentejano e algarvio, para regiões autónomas e para clusters de investigação em ciências do clima. A participação em projetos desta Missão qualifica também para integração na rede de "missão-farol" europeia, com visibilidade e acesso a financiamento complementar.
Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

A Missão de Adaptação Climática distingue-se de outras chamadas Horizonte Europa por uma razão importante: não financia apenas investigação, financia implementação territorial. Isso significa que consórcios que incluam municípios reais com planos de adaptação concretos têm vantagem sobre propostas puramente académicas. A chave está na combinação entre rigor científico e comprometimento institucional do território.

Para entidades portuguesas, o maior obstáculo não é a elegibilidade - é a capacidade de formar consórcios europeus competitivos e de articular uma proposta que seja simultaneamente robusta na dimensão técnica e concreta na dimensão territorial. A Open Capital apoia na identificação de parceiros europeus complementares e na estruturação da proposta para as próximas edições desta Missão.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]