O que e a IFD e onde existe hoje
A Instituicao Financeira de Desenvolvimento (IFD) foi criada em 2014 como entidade pública portuguesa dedicada a instrumentos financeiros nao bancarios para empresas, especialmente em fases de crescimento onde o credito tradicional e insuficiente ou inacessivel. O seu foco era o capital próprio, o quase-capital e as garantias para PME e startups com potencial de crescimento mas sem o colateral exigido pelo sistema bancario convencional.
Em novembro de 2020, a IFD foi integrada no Banco Portugues de Fomento (BPF), criado nesse mesmo ano para centralizar a oferta pública de financiamento empresarial em Portugal. O website ifd.pt esta inativo e toda a informacao e acesso aos instrumentos passou para bpfomento.pt. A marca IFD deixou de existir como entidade autonoma, mas o seu portfolio de instrumentos continua ativo sob a gestão do BPF.
O que o BPF gere na continuidade da IFD
Os principais instrumentos geridos pelo BPF na linha de continuidade da IFD sao:
| Instrumento | Tipo | Estado |
|---|---|---|
| IFIC (Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade) | Capital / Quase-Capital | Ativo, varios avisos abertos 2025-2026 |
| FC&QC (Fundo Capital e Quase Capital) | Quase-Capital | Ativo |
| FAFI (Fundo de Apoio ao Financiamento a Inovação) | Capital | Ativo |
| Fundo de Coinvestimento 200M | Capital | Fechado para novas candidaturas |
O IFIC e o instrumento mais relevante para PME inovadoras em 2025-2026. Financia projetos de inovação atraves de instrumentos de capital e quase-capital (prestamos participativos, suprimentos, obrigacoes convertíveis), em cofinanciamento com fundos do PT2030 e PRR.
Para que tipo de empresa faz sentido
Os instrumentos de capital e quase-capital do BPF/IFD destinam-se a empresas numa janela especifica: demasiado maduras para capital de risco inicial, mas ainda sem o historial de resultados e o colateral que os bancos comerciais exigem para credito de medio-longo prazo em projetos de crescimento.
- PME em expansão: empresas com faturacao estabelecida que pretendem escalar operações, internacionalizar ou investir em I&D de maior dimensao
- Startups em fase de crescimento: com produto no mercado e primeiras receitas, a necessitar de capital de crescimento antes de uma ronda Series A ou B
- Spin-offs academicos: com propriedade intelectual validada mas sem ativo tangivel para garantir emprestimos bancarios
- Mid-caps em transformação: empresas de media dimensao a financiar projetos estruturantes de inovação ou digitalização que o credito bancario sozinho nao cobre
O que recomendamos
O portfolio do BPF/IFD e um dos instrumentos mais subaproveitados do ecossistema de financiamento portugues. A maioria das empresas conhece as linhas de credito bancario com garantia mutua, mas desconhece os instrumentos de quase-capital que podem complementar ou substituir o credito convencional em projetos de inovação e internacionalização.
A principal limitacao prática e a complexidade de acesso: o IFIC, por exemplo e acionado atraves de candidaturas a avisos especificos do PT2030 ou PRR que incluem uma componente de instrumento financeiro. Nao se trata de um credito direto que a empresa solicita ao BPF, mas de um mecanismo mobilizado por promotores (tipicamente Agencias de Energia, entidades intermunicipais ou gestoras de fundos) que organizam os avisos especificos.
Para uma PME ou startup interessada nestes instrumentos, o caminho mais direto e identificar os avisos PT2030 ou PRR em vigor que incluam componente de instrumento financeiro reembolsavel e avaliar o enquadramento do seu projeto. A Open Capital acompanha o pipeline de avisos ativo e pode ajudar a mapear as oportunidades concretas para o perfil especifico de cada empresa.
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