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O instrumento

O que é o Bridging the Horizon Health

Bridging the Horizon Health é uma iniciativa de matchmaking virtual co-liderada pelo ISERD, pela Autoridade de Inovação de Israel e pelo EIT Hub Israel, o braço global do European Institute of Innovation and Technology. Não distribui dinheiro. Faz uma coisa anterior e frequentemente decisiva: ajuda a reunir as equipas certas para concorrer ao cluster Saúde do Horizonte Europa com hipóteses reais de ganhar.

A iniciativa é o primeiro estágio estratégico do programa híbrido mais amplo Bridges 2026, focado no cluster da Saúde. Junta investigadores, académicos, representantes hospitalares e profissionais da indústria da Europa e de Israel num formato estruturado de exploração de perfis, apresentação de competências e construção de parcerias verificadas.

Porque é que isto importa
A maioria das candidaturas ao Horizonte Europa não falha pela ideia. Falha pelo consórcio: parceiros mal alinhados, competências em falta, ligação tardia entre quem investiga e quem aplica. O Bridging the Horizon ataca esse ponto antes de a candidatura existir.
Para que serve

Necessidades que este instrumento resolve

Esta iniciativa não financia projetos, posiciona organizações para os candidatar com mais força. O valor está na fase de preparação, em duas dimensões concretas.

  • I&D e ciência: as áreas temáticas selecionadas correspondem a tópicos específicos do Horizonte Europa em saúde, da genómica funcional do cancro aos gémeos digitais clínicos e à bioimpressão para medicina regenerativa. Participar obriga a articular a própria competência científica em torno de chamadas concretas, com revisão entre pares de alto nível.
  • Internacionalização: o Horizonte Europa exige consórcios transnacionais. Esta série liga centros e empresas portuguesas a parceiros europeus e israelitas pré-selecionados, criando a rede internacional que uma candidatura competitiva pressupõe e que é difícil de construir do zero.
Áreas temáticas

As chamadas em foco

A edição de Saúde organiza-se em torno de cinco chamadas do Horizonte Europa, todas com janela de financiamento prevista para 2027.

  • Genómica funcional do cancro: heterogeneidade tumoral, tecnologias de célula única, mapeamento genético espacial, cancros pediátricos e tumores raros, com integração de inteligência artificial.
  • Investigação clínica por infraestruturas de cancro: cancros comuns como mama, pulmão, colorretal e próstata, diagnósticos inovadores, radioterapia, cirurgia e vacinas terapêuticas.
  • Biomarcadores preditivos com IA: doenças crónicas não transmissíveis, integração de dados moleculares, imagiológicos e do mundo real numa plataforma de validação.
  • Gémeos humanos virtuais: representações digitais multiescala de pacientes individuais para prevenção, diagnóstico e medicina personalizada.
  • Bioimpressão avançada: construção de tecidos vivos funcionais, otimização de tinta biológica e processos de fabrico automatizados para medicina regenerativa.
Como funciona

Formato, perfil e calendário

O evento é totalmente virtual, sem exigência de presença física. Os candidatos selecionados acedem a uma galeria de participantes para explorar perfis, apresentam as suas competências num formato de pitch e participam numa sessão online de mesa redonda moderada, a 23 de junho de 2026.

A iniciativa dirige-se a tomadores de decisão e líderes de inovação: instituições académicas e centros de investigação, hospitais e ambientes clínicos, indústria de biotech, engenharia de tecidos, med-tech, saúde digital e I&D farmacêutica, detentores de dados como biobancos e especialistas em ciências sociais e em conformidade regulatória. Os consultores estão explicitamente excluídos.

Datas a reter
Candidaturas abertas de 7 de maio a 16 de junho de 2026. Notificação de seleção a 17 de junho, submissão de pitch até 19 de junho e sessão de mesa redonda a 23 de junho. A participação confere pontos adicionais na seleção para a fase presencial Bridges Thessaloniki, em novembro de 2026.
Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

Vemos esta iniciativa como um instrumento de preparação, não como um fim em si. O retorno não é um cheque, é uma posição. Para um centro de investigação ou uma empresa portuguesa em saúde digital, medtech ou biotech que pondere concorrer ao Horizonte Europa em 2027, antecipar a formação do consórcio um ano antes é uma vantagem competitiva difícil de replicar mais tarde.

A condição é ter um interesse genuíno numa das cinco chamadas e capacidade de assumir um papel claro no consórcio, seja como líder científico, seja como parceiro clínico ou industrial. Quem entra sem essa definição dilui-se. Quem entra preparado sai com parceiros verificados e uma leitura privilegiada das prioridades de financiamento.

O prazo de candidatura é curto e fecha a 16 de junho de 2026. Para organizações que já trabalham nestas áreas, vale a confirmação rápida de elegibilidade e a preparação de um pitch focado. A nossa equipa pode ajudar a clarificar o encaixe entre a competência da organização e a chamada do Horizonte Europa mais adequada.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]