Este instrumento encontra-se encerrado. As candidaturas ja nao estao abertas.
O que é

A porta de entrada para a supercomputação nacional

O Concurso de Projetos de Computação Avançada é o mecanismo pelo qual a Fundação para a Ciência e a Tecnologia abre o acesso à Rede Nacional de Computação Avançada a equipas de investigação e a empresas. Esta página trata do Lote E nas tipologias A0 e A1, as duas portas de entrada do concurso, pensadas para quem ainda não tem histórico de utilização destas plataformas ou está em fase de testes.

O que está em jogo não é uma dotação financeira em euros, é tempo de cálculo nas grandes infraestruturas de supercomputação portuguesas: o Deucalion, o Cirrus mais Stratus e o MareNostrum 5. As candidaturas distribuem-se por três modelos computacionais: computação de alto desempenho (HPC), computação para inteligência artificial e Scientific Cloud Computing.

A 6.ª edição organiza-se em lotes sucessivos ao longo do ano. O Lote E abriu a 18 de maio de 2026 e encerra a 15 de setembro de 2026, funcionando em via rápida. O acesso opera por validação técnica e por ordem de chegada, até esgotar a quota de recursos disponível, não por concurso competitivo com nota final.

Para que serve

Necessidades que este instrumento resolve

Este instrumento responde a uma única necessidade, mas fá-lo de forma muito concreta: dar a investigadores e a empresas em fase de investigação a capacidade de cálculo que não conseguiriam ter por meios próprios.

  • I&D e ciência: as tipologias A0 e A1 atribuem horas de CPU e de GPU em plataformas de supercomputação para projetos de I&D, inteligência artificial e computação científica, permitindo testar viabilidade, otimizar desempenho e validar escalabilidade antes de avançar para acessos de maior dimensão.
Tipologias de acesso

A0 e A1, dois pontos de partida

As duas tipologias deste lote servem perfis diferentes, ambos no início da curva de utilização.

TipologiaPara quemDuraçãoLimite de recursos
A0 Acesso ExperimentalEquipas sem experiência prévia, a testar recursos HPC, IA, Cloud ou visualização6 meses50.000 CPU core.horas, 500 GPU.horas
A1 Acesso DesenvolvimentoEquipas em testes de performance, otimização e escalabilidade3 a 12 meses100.000 CPU core.horas, 5.000 GPU.horas

Cada instituição responsável pode apresentar no máximo uma candidatura por tipologia. As candidaturas são submetidas em inglês, através do formulário próprio na plataforma myFCT.

Quem pode candidatar-se

Elegibilidade alargada, com uma ressalva para empresas

Podem concorrer, individualmente ou em copromoção, instituições de I&D, laboratórios colaborativos, centros de interface tecnológicos, infraestruturas de ciência e tecnologia, redes e consórcios, instituições privadas sem fins lucrativos cujo objeto seja a I&D, Polos de Inovação Digital, outras entidades públicas e privadas sem fins lucrativos em investigação e ainda empresas e pessoas singulares que exerçam atividade em Portugal.

Atenção para empresas
Os projetos de empresas têm de enquadrar-se em investigação e inovação pré-concorrencial e não podem ultrapassar 50% da dotação computacional total atribuída no concurso. Quem procura capacidade de cálculo para produção comercial direta não encontra aqui o instrumento certo.

A avaliação é qualitativa, de aceite ou não aceite, conduzida pelas equipas técnicas que operam as plataformas e assenta em três eixos: adequação técnica aos recursos, razoabilidade dos recursos solicitados e planeamento da utilização.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

As tipologias A0 e A1 são o sítio certo para começar. O acesso experimental existe precisamente para quem nunca usou estas plataformas e quer perceber se a sua carga de trabalho corre bem nelas, sem se comprometer com um pedido de grande dimensão. A lógica de ordem de chegada até esgotar a quota recompensa quem submete cedo, por isso não vale a pena deixar a candidatura para os últimos dias do lote.

O ponto que mais condiciona a aprovação é o planeamento da utilização. Como a avaliação é técnica e não competitiva, uma candidatura clara sobre o que vai correr, em que plataforma e com que dimensionamento de recursos passa sem dificuldade. As empresas devem desenhar o projeto desde o início dentro do enquadramento pré-concorrencial e respeitar o teto dos 50%, sob pena de inviabilizar o acesso. Para quem já tem experiência consolidada e precisa de muito mais capacidade, o caminho são as tipologias A2 e A3, que tratamos em artigo próprio.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]