Este instrumento encontra-se encerrado. As candidaturas ja nao estao abertas.
O que é

Computação avançada para equipas com experiência consolidada

O Concurso de Projetos de Computação Avançada da Fundação para a Ciência e a Tecnologia abre o acesso à Rede Nacional de Computação Avançada. Esta página trata do Lote E nas tipologias A2 e A3, os dois acessos de maior dimensão, reservados a equipas com experiência prévia consolidada que precisam de capacidade de cálculo a uma escala que as portas de entrada não comportam.

Tal como nas restantes tipologias, o que se atribui é tempo de cálculo nas infraestruturas Deucalion, MareNostrum 5 e Cirrus mais Stratus, distribuído por três modelos computacionais: computação de alto desempenho (HPC), computação para inteligência artificial e Scientific Cloud Computing. O Lote E abriu a 18 de maio de 2026, encerra a 15 de setembro de 2026 e funciona em via rápida, com validação técnica e administrativa para projetos com avaliação científica prévia nos últimos três anos.

O concurso é financiado por fundos comunitários, incluindo o Plano de Recuperação e Resiliência, o NextGenerationEU, os programas regionais Norte 2030, Lisboa 2030 e Algarve 2030, o COMPETE 2030 e o Portugal 2030. A página do concurso não fixa uma dotação orçamental em euros: o orçamento é definido em recursos computacionais distribuídos pelos lotes.

Para que serve

Necessidades que este instrumento resolve

A necessidade é a mesma das tipologias de entrada, mas a escala muda tudo. Aqui não se trata de testar viabilidade, trata-se de correr investigação que exige milhões de horas de cálculo.

  • I&D e ciência: as tipologias A2 e A3 atribuem grandes volumes de horas de CPU e de GPU a equipas com experiência demonstrada, para projetos de investigação, inteligência artificial e computação científica de produção, durante 12 meses, em qualquer das três plataformas nacionais.
Tipologias de acesso

A2 e A3, a dimensão a sério

As duas tipologias deste lote dirigem-se a equipas com experiência consolidada, distinguindo-se pela magnitude de recursos solicitados.

TipologiaPerfilDuraçãoLimite de recursos
A2 Acesso RegularEquipa com experiência prévia consolidada12 meses100.000 a 3.000.000 CPU core.horas, até 10.000 GPU.horas
A3 Maior DimensãoEquipa consolidada com necessidade de grandes volumes12 meses3.000 a 30.000.000 CPU core.horas, até 100.000 GPU.horas

A tipologia A2 corre nas plataformas Deucalion, MareNostrum 5 e Cirrus mais Stratus. A A3, pela dimensão dos recursos, está disponível no Deucalion e no MareNostrum 5. Cada instituição de I&D pode apresentar no máximo uma candidatura por tipologia.

Quem pode candidatar-se

Elegibilidade e regras de avaliação

São elegíveis, individualmente ou em copromoção, instituições de I&D, laboratórios colaborativos, centros de interface tecnológicos, infraestruturas e consórcios de ciência e tecnologia, instituições privadas sem fins lucrativos com objeto de I&D, Polos de Inovação Digital, outras entidades públicas e privadas sem fins lucrativos em investigação, empresas que desenvolvam projetos de computação avançada em I&D e pessoas singulares com atividade em Portugal.

A mesma ressalva para empresas
Os projetos de empresas têm de enquadrar-se em investigação e inovação pré-concorrencial e não podem ultrapassar 50% da dotação computacional total atribuída no concurso. A avaliação é qualitativa, de aceite ou não aceite, com tratamento por lotes e por ordem de chegada até esgotar a quota.

A validação de adequação técnica é feita pelas equipas que operam as plataformas, com base em três critérios: adequação técnica aos recursos, razoabilidade do que é pedido e planeamento da utilização. As candidaturas submetem-se em inglês na plataforma myFCT.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

As tipologias A2 e A3 não são para quem está a começar. A via rápida deste lote serve sobretudo equipas com avaliação científica recente, que já conhecem o comportamento do seu código em ambiente HPC e sabem dimensionar o pedido. Pedir recursos a mais, sem justificar a razoabilidade, é o erro que mais facilmente trava uma candidatura nesta dimensão.

A diferença entre A2 e A3 é de magnitude, não de natureza. Recomendamos escolher a tipologia em função do volume real de cálculo do projeto e ancorar o pedido em estimativas credíveis de utilização, idealmente apoiadas em resultados de acessos anteriores. Para equipas que ainda não têm esse historial, o caminho correto passa primeiro pelas tipologias A0 e A1, que tratamos em artigo próprio. Como o acesso esgota por quota e por ordem de chegada, submeter cedo no lote continua a ser a decisão mais segura.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]