O que e o European Startup and Scaleup Hubs Pilot
O topico HORIZON-EIE-2026-02-CONNECT-01, inserido no programa European Innovation Ecosystems (EIE) do Horizon Europe, financia a criação de uma rede piloto de European Startup and Scaleup Hubs (ESSH). O objetivo e ligar os melhores hubs de suporte a startups e scaleups da Europa numa estrutura em rede, criando um ponto de entrada único e reconhecido para founders europeus com ambicao de crescimento transnacional.
A call disponibiliza EUR 20 milhoes para um único projeto de rede. Nao e uma call de multiplos projetos - e um financiamento concentrado para estruturar o que a Comissão Europeia pretende que seja a espinha dorsal do ecossistema europeu de venture building e scaleup.
O perfil dos hubs elegiveis para a rede
Os European Startup and Scaleup Hubs que integram a rede devem ser estruturas com track record comprovado em venture building, scaling e atracao de investimento. Nao sao incubadoras genericas ou espacos de coworking - o criterio e a capacidade demonstrada de criar e escalar empresas tecnologicas de alto crescimento, com ligacao real a investigação e ensino superior.
O perfil tipico de um ESSH inclui:
- Ligacao a investigação: parceria formal com uma universidade, instituto de investigação ou centro tecnologico de referencia, com pipeline real de spin-offs e tecnologia transferida.
- Atividade de venture building: programas de aceleracao com taxa de sobrevivencia e crescimento mensuravel, nao apenas espaco fisico e eventos.
- Rede de investimento ativa: acesso demonstravel a business angels, VCs e corporate VCs que co-investem regularmente nas startups do hub.
- Educação empreendedora: curricula ou programas de empreendedorismo integrados na universidade ou parceiro de ensino superior.
- Alcance geografico e setorial: presenca reconhecida no ecossistema nacional e capacidade de atrair founders internacionais.
As condições estruturais que a proposta deve cumprir
A call impoe requisitos estruturais exigentes que tornam este instrumento fundamentalmente diferente de uma call de investigação standard:
- Dimensao mínima: rede de pelo menos 10 hubs de pelo menos 10 estados-membros ou paises associados diferentes, incluindo pelo menos dois de "widening countries" (paises com menor desenvolvimento em I&D).
- Cofinanciamento obrigatorio: a rede deve garantir 50% do financiamento de fontes complementares: fundos nacionais ou regionais, outros fundos europeus, ou investimento privado. Esta carta de intencao de cofinanciamento deve acompanhar a submissão.
- Projeto único: a call financia uma única rede selecionada - nao ha multiplos vencedores. Isto torna o processo altamente competitivo e a qualidade do consorcio determinante.
- Alcance 10 a 18 ESSH: a rede pode crescer ate 18 hubs na fase piloto, com criterios de selecao dos hubs que integram a rede definidos pelo consorcio.
Qual o papel de Portugal nesta rede
Portugal tem um ecossistema de startups e scaleups com visibilidade europeia crescente. Lisboa e reconhecida internacionalmente como hub tecnologico de referencia, com o Web Summit como catalisador da sua projecao. Estruturas como a Startup Lisboa, a Beta-i, o UPTEC Porto, a Nova SBE Venture Lab ou o Instituto Pedro Nunes em Coimbra sao candidatos naturais ao perfil de ESSH.
A participacao portuguesa nesta rede nao e garantida - depende da qualidade do hub que se candidate e da sua capacidade de demonstrar track record mensuravel em venture building e ligacao a investigação. Para um hub portugues, a participacao numa rede ESSH representaria acesso a um programa de visibilidade e credibilidade europeia dificil de obter por outra via.
Para entidades que queiram participar nesta call, a estrategia recomendada e identificar o lider do consorcio europeu mais relevante e integrar como membro da rede, em vez de tentar liderar uma rede do zero.
O que recomendamos
Esta call e estratégica para o ecossistema, mas exigente na execução. O requisito de 50% de cofinanciamento e a obrigacao de reunir pelo menos 10 hubs de 10 paises antes da submissão tornam a coordenacao do consorcio o trabalho mais critico - e mais longo - de toda a candidatura.
Para hubs portugueses com interesse em participar, a prioridade imediata e mapear quem lidera os consorcios em formacao a nível europeu e abrir conversas de parceria. Os consorcio-lideres mais credencializado estao provavelmente em paises com ecossistemas maduros como a Finlandia, Estocolmo, Berlim, Amesterdao ou Dublin. Entrar como membro da rede num consorcio liderado por um hub de referencia europeia e o caminho mais eficiente para a participacao portuguesa neste instrumento.
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