Este instrumento encontra-se encerrado. As candidaturas ja nao estao abertas.
Atencao: prazo proximo

Call aberta ate 7 de maio de 2026

Esta e a única call deste batch com prazo ainda em aberto. A submissão encerra a 7 de maio de 2026 as 17h00 (hora de Bruxelas). Consorcios que ainda nao tenham parceiros europeus podem usar a plataforma de networking da EU-RAIL JU, aberta desde 4 de fevereiro. O prazo e proximo, mas a call financia projetos de investigação com duracao prevista de 2-3 anos, pelo que o impacto estratégico justifica o esforco de preparacao.

Plataforma de networking aberta
A EU-RAIL JU disponibiliza uma plataforma de matching de parceiros aberta desde 4 de fevereiro. Organizações portuguesas que queiram integrar um consorcio mas ainda nao tenham parceiros europeus devem registar-se e apresentar o seu perfil antes do prazo de submissão de 7 de maio.
6,1M
Euros (contribuicao UE)
2
Topicos
7mai
Prazo submissão
O instrumento

Europe's Rail JU e a ferrovia do futuro

A EU-RAIL JU (Europe's Rail Joint Undertaking) e uma parceria público-privada entre a Comissão Europeia e a indústria ferroviaria europeia, criada para acelerar a transformação tecnologica do sistema ferroviario no contexto do Green Deal. O seu mandato e desenvolver as tecnologias que tornem a ferrovia a espinha dorsal do transporte europeu de passageiros e mercadorias, mais competitiva face a alternativas mais emissor como o aviao e o automovel.

A call 2026-01 e mais focada e pragmatica do que calls anteriores: concentra os EUR 6,1 milhoes em dois topicos tecnicamente especificos, com impacto direto na competitividade operacional da ferrovia regional e na criação de um quadro regulatorio para tecnologias de transporte emergentes como o hyperloop.

Topico 1

Material circulante leve para rotas regionais

O primeiro topico responde a um problema concreto da ferrovia europeia: os comboios regionais atuais sao demasiado pesados, energeticamente ineficientes e dispendiosos de manter para rotas de baixa densidade. Muitas linhas regionais em Portugal e na Europa sao operadas com material circulante concebido para linhas principais, com custos operacionais que tornam as rotas economicamente insustentaveis sem subsidiacao massiva.

Este topico financia o desenvolvimento de arquiteturas de material circulante mais ligeiras, com custos de ciclo de vida reduzidos. O foco nao e apenas o peso do veiculo, mas a integração com sistemas de "infraestrutura movel" - conceito que explora como o material rodante pode substituir ou complementar infraestrutura fixa em linhas de baixa procura, reduzindo o investimento necessario na via.

  • Materiais compositos: estruturas avancadas para redução de peso mantendo resistencia e seguranca
  • Propulsao hibrida/eletrica: sistemas adaptados a rotas regionais com infraestrutura de eletrificacao parcial ou inexistente
  • Mobilidade multimodal: integração com sistemas de gestão de trafego ERTMS e com outros modos de transporte
  • Infraestrutura movel: conceitos de operação que reduzam a dependencia de infraestrutura fixa pesada
Topico 2

Hyperloop: construir o quadro de seguranca europeu

O segundo topico e tecnologicamente mais exploratorio. O hyperloop, sistema de transporte de alta velocidade em tubo de baixa pressao, tem despertado investimento privado significativo na Europa (Hardt Hyperloop, Zeleros, Swisspod) mas enfrenta um obstaculo critico: a ausencia de normas de seguranca e de um quadro regulatorio que permita a certificação de sistemas e componentes.

Este topico nao financia o desenvolvimento de sistemas hyperloop em si. Financia a criação das bases regulatorias e de seguranca que tornaram possivel a certificação futura: metodologias de avaliação de riscos, diretrizes de seguranca para capsulas e infraestrutura de tubo e harmonizacao com o quadro regulatorio da European Union Agency for Railways (ERA). E trabalho de fundacao, mas e o trabalho que desbloqueia toda a cadeia de valor subsequente.

Porque a certificação e o gargalo do hyperloop
Sem normas de seguranca reconhecidas, nenhum operador ou entidade pública pode adquirir ou autorizar sistemas hyperloop comerciais. O topico 2 desta call financia exatamente o trabalho de normalização que remove este bloqueio. Organizações com experiencia em certificação de sistemas de transporte - como a ISQ em Portugal - estao bem posicionadas para participar neste tipo de projeto.
Elegibilidade

Consorcios com grande empresas, PMEs e academia

A EU-RAIL JU, ao contrario de muitas outras calls Horizonte Europa e explicitamente aberta a grandes empresas como coordenadores. Fabricantes de material ferroviario (Alstom, Siemens Mobility, CAF, Stadler), operadores ferroviarios (CP, Renfe, FS) e fornecedores de sistemas sao os coordenadores naturais desta call.

PMEs e startups sao igualmente elegíveis e a EU-RAIL JU tem programas especificos de suporte a participacao de entidades mais pequenas. A composicao de consorcio exige pelo menos tres entidades de tres paises distintos, com equilibrio entre competencias de investigação, desenvolvimento industrial e, idealmente, utilização final das solucoes desenvolvidas.

Tipo de entidade Papel tipico no consorcio Cofinanciamento
Fabricantes / grandes empresas Coordenador, desenvolvimento industrial, demonstrador 70%
Universidades / centros I&D Investigação, validacao técnica, publicacao 100%
PMEs tecnologicas Componentes especializados, software, integração 70%
Operadores ferroviarios Utilizador final, validacao em ambiente operacional 70%
Portugal e a ferrovia europeia

Oportunidades para o ecossistema ferroviario nacional

Portugal tem um sector ferroviario com atores potencialmente elegíveis em ambos os topicos. Para o Topico 1, o contexto nacional e particularmente relevante: a rede ferroviaria regional portuguesa tem extensas linhas de baixa densidade onde material circulante mais leve e economico seria imediatamente aplicavel. A CP (operadora) e a IP (infraestruturas) sao utilizadores finais credenciados para um consorcio europeu.

Do lado tecnologico, a Critical Software tem track record em sistemas ferroviarios criticos (ERTMS, controlo de trafego), a ISQ tem competencias em certificação e ensaios nao destrutivos e a Efacec tem histórico em propulsao eletrica e sistemas de energia para ferrovia. Para o Topico 2 (hyperloop), organizações de normalização como o IPQ e entidades de certificação como a APCER ou ISQ podem ter papel relevante na definição de metodologias de avaliação de riscos.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

O prazo de 7 de maio e proximo. Para organizações que ainda nao estao em consorcio, a plataforma de networking da EU-RAIL JU e o caminho mais rapido para encontrar parceiros europeus. A chamada a parceiros e mais eficaz se vier acompanhada de uma proposta concreta de contribuicao: que capacidade especifica oferece a organização portuguesa que complement os parceiros europeus ja existentes?

O Topico 1 e mais acessivel para o ecossistema portugues: a combinacao operador (CP/IP como utilizador final) com fornecedor tecnologico (Critical Software, Efacec) e universidade (IST, FEUP) e um consorcio credivel. O Topico 2 (hyperloop) requer expertise muito especifico em normalização de transportes e certificação de seguranca, area onde Portugal tem menos massa critica, mas que pode ser colmatada com parceiros certos.

A dimensao desta call (EUR 6,1M para 2-3 projetos) significa que os projetos financiados terao entre EUR 2M e EUR 3M cada. Para entidades habituadas a projectos PT2030 de escala similar, este e um valor familiar. A diferenca esta na exigencia de articulacao europeia e de alinhamento com a arquitectura de referencia da EU-RAIL JU - um requisito que vale a pena verificar antes de investir na proposta.

Comentarios, correcoes ou contrapontos sao bem-vindos: [email protected]