Contexto do Programa

O Global Health EDCTP3 Joint Undertaking

O Global Health EDCTP3 Joint Undertaking (GH EDCTP3 JU) e uma parceria público-público financiada ao abrigo do Horizonte Europa. O seu mandato central e acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias de saúde, reforcar a capacidade de investigação clinica e construir infraestrutura sustentavel de investigação nos paises de Africa Subsaariana. O programa financia projetos de investigação colaborativa entre instituicoes europeias e africanas, com especial foco nas doencas associadas a pobreza, preparacao para epidemias e desenvolvimento de recursos humanos em saúde pública.

A EDCTP Association atua como coordenadora da parceria, facilitando a comunicação entre consorcios e o GH EDCTP3 JU, distribuindo pagamentos aos beneficiarios, submetendo relatorios e assegurando a coordenacao com o Lider Científico de cada projeto.

A Chamada

O que financia a chamada 2025-02

A chamada HORIZON-JU-GH-EDCTP3-2025-02 (em duas fases) destina-se a criar uma coorte africana de epidemiologistas, bioestatisticos e modeladores matematicos de doencas infecciosas, em alinhamento com o quadro de desenvolvimento da forca de trabalho em saúde pública da Africa CDC.

O financiamento apoia instituicoes na Africa Subsaariana e na Europa que disponibilizam programas de mestrado em epidemiologia e bioestatistica, ou que processam dados de saúde pública com metodos quantitativos avancados para informar politicas. As atividades elegidas cobrem um leque amplo de intervencoes de formacao e troca de competencias.

  • Programas de mestrado: formacao em epidemiologia e bioestatistica em universidades da Africa Subsaariana, com componente prática orientada para saúde pública.
  • Metodos quantitativos: treinamento em modelacao matematica de surtos e análise avancada de dados para apoio a decisao politica.
  • Intercambios de bolseiros: mobilidade entre instituicoes africanas e europeias no quadro de programas de fellowship estruturados.
  • Interface ciencia-politica: atividades de ligacao entre investigação e decisores de saúde pública para garantir que as evidencias produzidas informam politicas concretas.
  • Reforco de capacidades: construcao de competencias institucionais para modelacao de epidemias e resposta a surtos de doenca.
Elegibilidade

Quem pode participar

Esta chamada esta aberta a instituicoes da Africa Subsaariana e a instituicoes de Estados-Membros da UE ou de Paises Associados ao Horizonte Europa. A candidatura exige a formacao de um consorcio, com participacao africana substantiva, de preferencia com liderança por uma entidade africana.

Tipo de entidade Papel no consorcio
Universidades africanas (Africa Subsaariana) Parceiro principal ou coordenador
Institutos de saúde pública africanos Parceiro técnico ou coordenador
Universidades europeias (UE/Paises Associados) Parceiro de consorcio, suporte academico
Centros de investigação europeus Parceiro técnico, modelacao, dados
Organizações de saúde pública europeias Parceiro de implementação
Nota sobre elegibilidade geografica
Instituicoes portuguesas (universidades, centros de investigação, institutos de saúde pública) podem participar como parceiros europeus num consorcio liderado por entidade africana. A participacao europeia e um requisito estrutural desta chamada, nao apenas uma opcao.
Processo de Candidatura

Duas fases: da expressa de interesse a proposta completa

Esta chamada segue o modelo de duas fases tipico do Horizonte Europa para projetos de maior complexidade. Na Fase 1, os consorcios submetem uma proposta de outline sintetica, avaliada sobretudo em termos de excelencia científica e impacto. Apenas os consorcios selecionados na Fase 1 sao convidados a submeter a proposta completa na Fase 2.

20 mar
Prazo Fase 1 (2025)
2 set
Prazo Fase 2 (2025)

O processo em duas fases permite ao avaliador identificar precocemente os consorcios com maior potencial sem os sobrecarregar com uma candidatura completa na fase inicial. Para as instituicoes candidatas, significa um investimento progressivo: primeiro uma proposta de outline concisa e so depois, se selecionados, o desenvolvimento completo da candidatura.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

Esta chamada e altamente especializada. O seu alvo principal sao instituicoes academicas e de saúde pública com parceiros africanos estabelecidos, especialmente universidades com programas de epidemiologia ou bioestatistica e histórico de colaboracao com paises da Africa Subsaariana.

Para entidades portuguesas, a janela de oportunidade existe mas e estreita: e necessario ter ja parcerias institucionais com universidades ou institutos de saúde africanos, competencias técnicas em modelacao de doencas ou análise quantitativa de dados de saúde e capacidade de liderança ou co-liderança de um consorcio internacional. Sem essas ancoras, a candidatura sera estruturalmente fragil desde o outline.

A chamada esta encerrada para o ciclo 2025. Instituicoes portuguesas com perfil adequado devem acompanhar futuras chamadas EDCTP3 e construir, entretanto, a rede de parceiros africanos necessaria para competir com solidez neste programa.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]