O que é o tópico HERITAGE-05
O HORIZON-CL2-2027-01-HERITAGE-05, "Re-imagining the creative economy: the interplay between the cultural and creative sectors and industries and the social economy", é uma ação de investigação do Cluster 2 do Horizonte Europa. O tema é o cruzamento entre os setores e indústrias culturais e criativas (as CCSI) e a economia social, um terreno apontado como fértil para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.
A ideia de fundo é que aproximar a iniciativa privada de cariz social, como empresas de impacto, cooperativas e associações, da política pública pode desbloquear modelos híbridos que combinam missão pública com estratégia empreendedora. Os setores criativos enfrentam com frequência emprego precário e acesso limitado a crédito. A integração de princípios da economia social é vista como uma via para estabilizar o emprego, melhorar as condições de trabalho e fomentar inovação e coesão.
Necessidades que este instrumento resolve
É um tópico que liga a economia criativa à agenda social, o que justifica as duas necessidades com que surge na biblioteca.
- I&D e ciência: o financiamento cobre o desenvolvimento de quadros de política baseados em evidência, de estudos de caso, de indicadores e de métodos de avaliação que meçam o impacto social e económico das CCSI quando organizadas segundo modelos de economia social.
- Impacto social e inclusão: o objetivo é responder a desafios como a desigualdade de rendimento e a coesão social, com estratégias de desenvolvimento da força de trabalho que enfrentem a precariedade no setor criativo e promovam diversidade e mobilidade socioeconómica, numa abordagem sensível ao género e interseccional.
O que os projetos têm de fazer
As propostas devem produzir resultados concretos em vários planos. Por um lado, quadros e orientações de política que promovam a convergência entre os modelos criativo e de economia social, acompanhados de estudos de caso, indicadores e métodos de avaliação ao dispor de decisores e partes interessadas. Por outro, modelos de negócio híbridos para as CCSI que incorporem princípios de economia social e equilibrem rentabilidade e responsabilidade social, com exemplos escaláveis em diferentes regiões e setores.
Um eixo central é o emprego. O tópico pede estratégias de desenvolvimento da força de trabalho que respondam ao emprego precário nas indústrias criativas, incluindo estruturas alternativas de emprego, partilha de competências e desenvolvimento profissional, com o intuito de reforçar a diversidade socioeconómica e a mobilidade no setor. A investigação deve apoiar-se no Plano de Ação da Comissão Europeia para a economia social de 2021 e no trabalho de organizações internacionais que sublinham o potencial das CCSI para o crescimento económico, a criação de emprego e a inovação.
Quem deve olhar para este tópico
O tópico interessa a centros de investigação em economia da cultura e em ciências sociais, a empresas e cooperativas das indústrias culturais e criativas, a organizações de economia social e a entidades públicas com responsabilidade na cultura e no emprego. O valor diferenciador está na capacidade de combinar análise rigorosa com modelos de negócio reais e testáveis no terreno criativo.
Portugal tem um setor cultural e criativo dinâmico e uma tradição de economia social consolidada, o que dá às equipas nacionais um cruzamento natural entre os dois mundos que o tópico procura aproximar. A participação ganha solidez integrada num consórcio europeu que reúna casos de várias regiões e setores.
O que recomendamos
A força deste tópico está na sua orientação para resultados utilizáveis. O avaliador vai valorizar propostas que entreguem modelos híbridos escaláveis e estratégias concretas de emprego, sustentados por estudos de caso credíveis, mais do que uma reflexão abstrata sobre a aproximação entre cultura e economia social. A ligação direta a organizações criativas e sociais do terreno é um sinal forte de viabilidade.
Com três projetos previstos e dez milhões e meio de euros de dotação, a competição é exigente e recompensa consórcios capazes de demonstrar impacto mensurável no emprego e nas condições de trabalho do setor. A abertura está prevista para 13 de maio de 2027 e o prazo é 23 de setembro de 2027. A Open Capital pode ajudar a estruturar a participação e a alinhar os parceiros certos.
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