O que é

Reconhecimento de quem internacionaliza com substância

O Prémio Inovação na Internacionalização é uma iniciativa conjunta da COTEC Portugal e do Banco Santander que distingue empresas portuguesas com estratégias de expansão internacional sustentadas em inovação. A 3.ª edição (2026) traz um modelo de avaliação revisto, com categorização cruzada por dimensão e por geografia e um júri multidisciplinar de 13 membros oriundos de instituições representativas do tecido empresarial e académico.

A COTEC é a associação empresarial de referência em Portugal para a inovação e o prémio funciona como mecanismo de visibilidade institucional para casos que cruzam internacionalização e investimento em I&D, propriedade industrial, produtividade e diversificação de mercados. Não é prémio em dinheiro, é prémio de reconhecimento, com benefícios práticos do lado do acompanhamento Santander e da exposição à rede COTEC.

Para que serve

Necessidades que este instrumento resolve

Este prémio resolve duas necessidades complementares para empresas com presença internacional consolidada ou em rampa de expansão: validar externamente o trabalho feito e ampliar a rede comercial e financeira disponível.

  • Internacionalização: a candidatura obriga a sistematizar indicadores de presença em mercados externos (intensidade exportadora, diversificação geográfica, crescimento internacional), o que por si só clarifica a estratégia. Empresas finalistas beneficiam de acompanhamento dedicado pelos especialistas Santander, que opera em 15 geografias e abre canais a contrapartes locais.
  • Prémios e visibilidade: a chancela COTEC tem peso real entre investidores institucionais, parceiros corporativos e Estado. Para empresas que têm boa história mas pouca exposição mediática, este reconhecimento converte-se em capital reputacional aproveitável em rondas de financiamento, em concursos públicos ou em comunicação aos próprios colaboradores.
Categorias

Como o prémio se estrutura na 3.ª edição

A 3.ª edição introduz uma matriz cruzada de categorias por dimensão e por geografia, com 3 finalistas selecionados por categoria:

EixoCategoriasConteúdo
DimensãoPequena, Média, sMid-CapsSegmentação por escala da empresa para evitar competição direta entre players de tamanho muito diferente
GeografiaEuropa, GlobalDistinção entre estratégias de expansão dentro do mercado único europeu e estratégias com pernas para fora da Europa

A combinação produz seis categorias finais. Em cada uma, o júri seleciona três finalistas e dentro destes designa um vencedor. O grande vencedor da edição (overall) recebe uma experiência para duas pessoas no F1 Tag Heuer Gran Premio de España 2026, em Madrid, organizada pelo Santander.

Critérios de avaliação

Indicadores que pesam

A avaliação combina indicadores quantitativos extraídos do dossier da empresa com leitura qualitativa do júri. Os indicadores chave são:

  • Intensidade exportadora: peso das vendas internacionais sobre o volume de negócios e respetiva evolução temporal.
  • Diversificação de mercados: número e relevância dos mercados externos, equilíbrio entre regiões.
  • Intensidade tecnológica: peso da I&D e da inovação no produto ou serviço comercializado, ligação a programas como SIFIDE II ou IFICI.
  • Crescimento do negócio internacional: trajetória plurianual de vendas externas em valor absoluto e em ritmo de crescimento.
  • Proteção de propriedade industrial: portefólio de patentes, marcas internacionais, registos de design.
  • Produtividade: volume de negócios por colaborador, particularmente nas componentes internacionais.

A candidatura obriga à submissão de cópia do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN24) ou equivalente, o que implica que a empresa já tenha tratado este reporting estatístico. Para empresas que nunca o fizeram, a candidatura serve também de gatilho para regularizar essa peça de informação.

Quando vale candidatar
O prémio premia trajetória, não promessas. Empresas com pelo menos três anos de operação internacional, com indicadores robustos de exportação e de I&D, são as que tipicamente convertem em finalistas. Para empresas em fase muito precoce ou ainda focadas no mercado doméstico, o reconhecimento adequado virá em outra etapa e a energia investida na candidatura é melhor canalizada para construir os indicadores que o prémio mede.
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O que recomendamos

Para empresas com presença internacional madura, o Prémio COTEC é dos reconhecimentos com maior densidade institucional em Portugal. A combinação de júri qualificado, parceria COTEC e banco com pegada internacional gera valor que vai além do prémio físico. Empresas que já estão prontas devem candidatar, mesmo sem expectativa de vencer: o exercício de sistematizar a estratégia de internacionalização é, em si, útil para a própria gestão.

Aviso prático: o dossier de candidatura exige tempo de preparação. Empresas que esperam até à última semana para arrancar tipicamente entregam um caso menos consolidado, com indicadores incompletos. Ideal é começar o processo com pelo menos um mês de antecedência, articulando a equipa financeira, a equipa de internacionalização e quem detém os números de I&D. Se a empresa tem candidatura SIFIDE II em curso ou já submetida, parte dos indicadores estarão automaticamente disponíveis.

Recomendação operacional: encarar o prémio como instrumento de strategic storytelling. Mesmo que não se vença, ser finalista coloca a empresa numa shortlist citável em propostas comerciais e em apresentações a investidores. Esse benefício, pouco mensurável diretamente, costuma compensar o esforço de candidatura.

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