Este instrumento encontra-se encerrado. As candidaturas ja nao estao abertas.
Visão Geral

O que e o SMP-COSME-2026-TOURSME-01

O SMP-COSME-2026-TOURSME-01 e uma chamada europeia do Single Market Programme (SMP), vertente COSME, gerida pela EISMEA - European Innovation Council and SMEs Executive Agency. O objetivo central e apoiar o estabelecimento de rotas turisticas transnacionais e/ou nacionais e o desenvolvimento dos ecossistemas de PME associados, com enfase na transição verde e digital do setor.

A chamada enquadra-se na EU Agenda for Tourism 2030 e no Transition Pathway for Tourism, respondendo ao reconhecimento da Comissão de que o turismo europeu, apesar do seu peso economico, continua fragmentado, com cadeias de valor pouco integradas entre destinos e PME com baixa capacidade de digitalização e sustentabilidade.

Prazo urgente
O prazo de candidatura e 20 de maio de 2026 (17h00 CEST). Consorcios que ainda nao tenham iniciado o processo de candidatura no portal da EISMEA devem agir com urgencia.
Estrutura

O que financia e como se organiza

Sao financiados projetos que implementem, no mínimo, uma rota turistica transnacional (temática ou geografica) ou, em alternativa, duas rotas nacionais em paises distintos. A dotacao total da chamada e de 6,9 milhoes de euros, distribuidos por 5 projetos com valores individuais entre 1,2 e 1,4 milhoes de euros. A duracao dos projetos vai de 30 a 48 meses, com possibilidade de extensão.

As atividades financiaveis incluem o estabelecimento de rotas funcionais e autossustentaveis, o desenvolvimento de ferramentas digitais para o turismo, formacao e reskilling de profissionais, criação de redes de colaboracao entre stakeholders locais e regionais e reforco da resiliencia competitiva do setor.

€6,9M
Dotacao total
5
Projetos a financiar
1,4M
Max por projeto
48m
Duracao máxima
Elegibilidade

Quem pode candidatar-se

A candidatura e obrigatoriamente feita em consorcio, com entre 5 e 8 entidades independentes de paises elegiveis. O consorcio deve incluir, no mínimo:

  • 3 Destination Management Organizations (DMOs) de pelo menos 2 paises elegiveis distintos
  • 2 Business Support Organizations (BSOs) de pelo menos 2 paises elegiveis distintos

Para alem das DMOs e BSOs obrigatorias, o consorcio pode integrar PMEs, instituicoes de investigação e formacao, administracoes locais e regionais e outras organizações com capacidade demonstrada de apoio a PMEs no setor turistico. Os paises elegiveis sao os Estados-membros da UE e os paises associados ao SMP/EEE.

Oportunidade para Portugal

O que isto significa para os destinos portugueses

Portugal, com uma diversidade de regioes turisticas de perfil distinto - Norte histórico, Centro natural, Lisboa urbana, Alentejo enoturistico, Algarve costeiro, Açores e Madeira insulares - tem condições naturais para liderar ou coliderar consorcios com DMOs de regioes europeias similares. A exigencia de rotas transnacionais cria uma logica de parceria que beneficia destinos que ja colaborem ou partilhem temáticas (rotas medievais europeias, destinos de natureza atlantica, etc.).

As entidades municipais e intermunicipais de turismo, as associacoes regionais de turismo e as proprias regioes de turismo legalmente constituidas encaixam diretamente na figura de DMO. As associacoes empresariais sectoriais com atividade de apoio a PME turisticas enquadram-se na figura de BSO.

Perspetiva Open Capital

O que recomendamos

Este instrumento esta longe de ser de acesso simples. Com apenas 5 projetos a financiar a nível europeu e um prazo ja proximo, o processo de formacao de consorcio e o elemento mais critico. A maioria das candidaturas frustradas neste tipo de chamada perde-se na fase de construcao do consorcio: parceiros incompativeis, responsabilidades mal distribuidas ou ausencia de uma narrativa de rota coerente.

Para organizações portuguesas com capacidade de liderança de consorcio, o caminho mais realista passa por articular uma parceria com DMOs de regioes europeias que partilhem um tema forte (rotas vinicolas, percursos de patrimonio, litoral atlantico) e que tenham experiencia anterior em projetos europeus. A componente de transição digital e explicitamente valorizada: propostas que integrem ferramentas de reserva partilhada, marketing digital coordenado ou plataformas de experiencia de visitante entre destinos parceiros saem claramente na frente.

Comentários, correções ou contrapontos são bem-vindos: [email protected]